/> Ecológica de Salto: 2010-12-19

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Casa sustentável em forma de ovo


Com pouco dinheiro reservado para pagar os altos preços dos aluguéis na capital chinesa de Pequim e um recente curso de arquitetura concluído, Daí Haifei (24) seguiu o velho lema punk “faça você mesmo” e deu origem a sua casa própria: pequena, em formato de ovo, e ambientalmente sustentável
Com dois metros de altura, o obrigo comporta cama de solteiro e tanque de água, sendo que a energia elétrica usada na invenção é oriunda de painéis solares instalados no teto do móvel (isto mesmo, a casa feita com sacos, madeira e bambu possui rodas que facilitam sua locomoção), que é composto ainda com sementes de grama que na medida em que germinam e crescem ao redor das paredes viram isolantes térmicos.
A casa-ovo surgiu a partir da Bienal de Shangai 2010, quando Haifei acumulou bagagem sobre o conceito de casas sustentáveis. O arquiteto, que investiu em torno de R$ 1.600 no projeto, morou na invenção por alguns meses e, segundo jornalistas locais, só abandonou a moradia por conta do grande burburinho provocado pela mídia.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Maranhão: olhe para o céu!


No dia 21 de dezembro ocorrerá um eclipse lunar, que terá início às 2:00 hs e término às 5:00 hs. 

O evento Maranhão: olhe para o céu!IV será realizado nas Praças Maria Aragão e Gonçalves Dias, no dia 20 de dezembro a partir das 22:00 hs e tem como tema central a observação do eclipse. No dia 21 de dezembro ocorrerá um eclipse lunar, que terá início às 2:00 hs e término às 5:00 hs. O encontro faz parte das atividades de divulgação científica de alguns grupos que trabalham com Física e Astronomia no Maranhão, como o Programa de Educação Tutorial da Física, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência da Física, o Laboratório de Divulgação Científica “Ilha da Ciência” da Física, todos ligados à Universidade Federal do Maranhão, além do Grupo de Estudos Astronômicos, da Universidade Estadual do Maranhão, e da Sociedade Astronômica Maranhense de Amadores. Em sua IV edição, esse acontecimento procura divulgar a Física e a Astronomia para o público em geral, explicando, em linguagem acessível, os fenômenos envolvidos e propiciando a observação do céu em telescópios para o público em geral.

Enquanto esperamos o eclipse, teremos um show de rock a partir das 22:00 hs, com a participação dos grupos: Veltem, Ventura, Cover do Barão vermelho, Miritiua Rock Band, Alice e amigos, Lotus e Braille. Esse show marcará o encerramento do Curso sobre a “História Social do Rock”, realizado na UFMA pelo Grupo de Pesquisa e Extensão “A Contracultura dos anos de 1960 aos dias atuais”. Esse show é importante tanto para divulgar as atividades desenvolvidas durante o curso, como para mostrar para a comunidade o trabalho desses jovens comprometidos com causas sociais.

Além dessas atividades, teremos uma campanha de recolhimento de pilhas e baterias e a distribuição de mudas de plantas.

Revisão de texto: Késia Andrade
Lugar: ASCOM/UFMA
Fonte: ASCOM
Notícia alterada em: 20/12/2010 15h49

Seu cafezinho é ecoamigável?


Depende de como ele é plantado

Plantações de café levantam preocupações com deflorestamento, degradação do solo, uso de pesticidas e qualidade da água. Mas a planta nem sempre foi perigosa para o ambiente. Antigamente o caƒé era sensível ao sol, e plantado sob a sombra dos dosséis das florestas, onde requeria menos pesticidas, menos água e se misturava ao habitat. Mas o aumento de sua demanda levou a métodos de cultura mais eficientes, e aí o ambiente começou a ficar ameaçado.

O uso de fertilizantes aumenta a produção de café, mas só quando ele é plantado em pleno sol. Ele foi adaptado para isso, e os dosséis que antes proviam sombra foram removidos. Isto levou ao deflorestamento rápido de nações produtoras, grande parte delas nas regiões de florestas tropicais. As plantações a sol aberto têm impacto devastador sobre o ecossistema local. E nestas plantações, há 90% menos espécies de pássaros que naquelas feitas na sombra.

Além do deflorestamento, a produção de café levou à degradação do solo e danos ambientais criados por pesticidas e fertilizantes. As plantações em sol aberto requerem quantidades enormes de substâncias químicas. Na Colômbia, por exemplo, o setor usa cerca de 400 mil toneladas de fertilizantes por ano - e eles também têm efeitos daninhos sobre os agricultores que os usam.

Uma das formas menos ecoamigáveis de plantação de café envolve a limpeza de todas as plantas nas áreas de seu plantio, por vezes com herbicidas tóxicos. Depois de o solo ficar completamente degradado, a plantação é mudada de lugar. Esta migração cria terras arrasadas, com a perda da vida selvagem.

Como ajudar? Compre cafê orgânico, que é um pouco mais caro - é mais barato destruir florestas e plantar sob o sol, com o uso de substâncias químicas. Ou compre café plantado na sombra, que também é mais saudável, diz o Practical Environmentalist.

Foto: Heudes Regis

Flor-cadáver floresce em jardim botânico de MG

Postado em 20/12/2010 ás 09h30

Os visitantes do jardim botânico do Instituto Inhotim, na cidade de Brumadinho (MG), puderam presenciar um evento inédito na América Latina: o desabrochar da Amorphophallus titanum, conhecida como flor-cadáver.
A espécie recebe esse nome por ser considerada uma das flores mais fedorentas do mundo. O odor horrível exalado pela flor já foi comparado a uma mistura de açúcar queimado com peixe podre. O fenômeno, iniciado no último sábado (18), acontece somente uma vez a cada dez anos e dura apenas três dias, por isso a sua importância é tão grande.

A flor-cadáver é tida como “a maior flor do muno”, no entanto o que ela produz é na verdade uma inflorescência, ou seja, um conjunto de flores em uma estrutura compacta. Mesmo assim, é impressionante saber que uma estrutura desse tipo pode alcançar mais de três metros de altura e pesar até 75 kg. Outra curiosidade sobre a planta é que ela possui um grande caule subterrâneo e produz apenas uma folha a cada dois anos.

A flor-cadáver foi catalogada pela primeira vez por Odoardo Beccari, em 1878, que encontrou a espécie na Ilha da Sumatra, na Indonésia. A flor que desabrochou em Minas Gerais é a primeira da América Latina a alcançar esse estágio. As sementes que deram origem à flor gigante no Brasil vieram do Jardim Botânico Marie Selby, na Flórida.

Assista o vídeo:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1396397-7823-FLORCADAVER+E+SENSACAO+EM+MUSEU+DE+BELO+HORIZONTE,00.html

Bicicleta de bambu é destaque em premiação internacional


Bicicletas feitas de bambu e máquinas de lavar roupas que não usam energia elétrica, nem água, foram destaques no Prêmio Seed, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Ambas as invenções foram destaque entre outras 30 ideias sustentáveis provenientes de diversos lugares em todo o mundo. As bicicletas de bambu foram feitas em Gana, país situado na região oeste do continente africano. Os pontos analisados como os mais positivos da iniciativa é o fato de as bicicletas serem feitas a partir do reaproveitamento de uma das matérias-primas mais abundantes do país e do mundo, e ser um meio de transporte acessível às pessoas de baixa renda, fatores que as tornam totalmente sustentável.

A máquina de lavar, chamada de “IziWasha” também é uma solução africana. A máquina possui um mecanismo que a possibilita trabalhar sem a necessidade de água encanada ou energia elétrica.  A criação também é ideal para suprir algumas das necessidades das pessoas de baixa renda que habitam a África do Sul.

A premiação ofereceu US$ 5 mil aos vencedores, além de um pacote com diversas outras ajudas, como assessoria para desenvolvimento e melhoria do plano de negócios, oficina de empreendedorismo local e divulgação de ações no cenário regional, nacional e internacional.

 Além das duas propostas já citadas, o continente africano teve destaque com as ideias quenianas, de substituição dos lampiões movidos a querosene por lâmpadas solares e o projeto de mudança dos tradicionais postes de madeira por outros fabricados com plástico reciclado.

Entre os americanos somente uma sugestão teve destaque, um projeto colombiano de redução do desmatamento, através do investimento em produtos não-madeireiros.

Confira o vídeo da bike feita de bambu:


A ARTE E A FILOSOFIA DO BONSAI


A Arte e a Filosofia do Bonsai é criação única e exclusiva da Natureza. Antes dos primeiros observadores humanos, a Natureza vem recheando nossos caminhos de belíssimas árvores miniaturizadas.

No Extremo Oriente, por razões filosóficas e religiosas, há maior contemplação do Mundo que nos cerca e maior meditação sobre os fenômenos naturais, por menores que sejam. Logicamente, teriam que ser monges budistas os primeiros a transportar para a habilidade humana,
essa Arte tão fascinante.


 Parece-nos irrelevante, neste contexto, discutir quem primeiro fez esta transposição. Chineses e Japoneses devem ter chegado quase juntos na apreciação e execução da Arte. Embora raramente mencionados, os Coreanos também são precursores nesta transposição. Ao nosso ver, os Japoneses merecem o nosso reconhecimento por terem aberto ao mundo ocidental as técnicas da Arte (...).


Ou seja, fizeram com que enxergássemos aquilo que diariamente não vemos,
embora exemplares existam em abundância. (...)

Pela sistematização da Arte do Bonsai por povos orientais, ela traz consigo conotações das filosofias religiosas praticadas, há muito tempos, naquelas regiões.


Assim, surge, por exemplo, o conceito "Bonsai-do" A palavra do (pronuncia-se dô), em japonês e chinês significa direção, caminho, trajeto, como primeira acepção. A palavra é associada, ainda, a karate-do, ju-do, Aiki-do.Assim "Bonsai-do" significaria, ao pé da letra, direção, trajeto do Bonsai. Mas sua interpretação é mais profunda. Significa caminho para o interior do "EU", pela Arte do Bonsai, ou seja, circunspecção através da concentração mental ao se trabalhar um Bonsai.




O Bonsai é, na realidade, a única Arte com quatro dimensões, comprimento, largura, altura e a própria Vida. Alguns colocam o Tempo como a quarta dimensão, uma vez que os Bonsais variam com ele. Todavia, o conceito de Tempo apenas tem significado quando há Vida. No livro "A vida secreta das plantas", de Peter Tompkins e Christopher Bird, experiências científicas mostram que as plantas reagem muito bem na presença de pessoas que normalmente cuidam delas e falam com elas, e muito mal com as que as maltratam, ou abusam delas sem razão de ser. Diz o livro que plantas, não lenhosas e, portanto flexíveis, chegam a direcionar seus ramos para as pessoas consideradas boas e a afastá-los das ruins. Tenho exemplares, que eu podo, utilizando práticas naturais (mas que, no sentido estrito da palavra, corto), que me propiciam beleza, flores e frutos, há mais de trinta anos.

(...) podemos dizer que "Bonsai-do" é uma terapia mental que praticamos através da Arte.

Durante muito tempo, a Arte do Bonsai era praticada pelos Samurais, para amenizar o lado guerreiro, feroz, do seu ofício. Hoje, no Japão, o currículo dos policiais inclui alguma prática de Jardinagem, também por esse motivo. A concentração exigida pelo trabalho consciente com um Bonsai afasta, por um tempo, suas preocupações com outros problemas, que, muitas das vezes, se resolverão naturalmente com o seu trabalho e seu cuidado, sem angústia, porém. Inúmeras vezes, ao final de uma sessão de trabalho com Bonsais, afloraram à minha mente soluções para outros problemas, geradas pelo meu Subconsciente, enquanto o Consciente estava ocupado.



A Arte do Bonsai, como a Arte da Marcenaria (novamente as árvores), que exigem concentração no que vai ser feito, medição repetida do que pretendemos fazer e o uso das mãos conjugadas a um planejamento cerebral, pode se constituir uma alternativa de terapia ocupacional.

Se cortarmos errada uma táboa de madeira, ou indevidamente um galho do seu Bonsai, somente através de artifícios grosseiros poderemos reaproveitá-los.

Outro termo ligado à Arte do Bonsai é "Chizen ou Shizen". Significa harmonioso, natural.
As artes orientais transmitem harmonia, naturalidade.



O Bonsai e o Ike-bana são exemplos. A primeira trata de vegetais vivos, com raízes, a segunda de partes cortadas de vegetais, sem raízes. Ambas devem transmitir a sensação de harmonia, de equilíbrio e de naturalidade com o seu ambiente.(...)

Para tratarmos nossas arvoretas visando tal harmonia, temos que estar harmônicos conosco. Antes de iniciar algum trabalho de Bonsai, procure a tranqüilidade, respire pausadamente e afaste outros pensamentos. Concentre-se no que vai fazer.

A busca da harmonia interna é outro aspecto de terapia desta Arte Milenar.
Lembre-se de que algo vivo precisa e depende do seus cuidados e do seu carinho.

É comum, no Japão, dizer-se que um Bonsai é iniciado por alguém, cujo filho continuará o treinamento, para ser apreciado pelo neto. Se conseguirmos que nossos filhos e netos amem essa Arte e sejam hábeis no seu treinamento e apreciação, estaremos sempre perpetuados na memória deles. Seremos imortais, à medida que nossos Bonsais sejam apreciados ou cuidados por terceiros, com a lembrança de quem o iniciou.
Façamos o máximo, para que tais lembranças sejam boas.

Em resumo, o respeito pela Vida, a paciência em esperar que seus Bonsais respondam aos seus cuidados, a concentração quando for cuidar de cada um deles, a busca da harmonia interna através do contato com Bonsais, trarão a você, sem dúvida, melhores condições de paz interior, consigo mesmo e com seus semelhantes.

Entendemos que profissionais devidamente habilitados para tal fim, podem e devem sistematizar um programa de terapia ocupacional com o auxílio da Arte do Bonsai,
para a recuperação de pacientes.

Os conceitos de Vida, Harmonia, Equilíbrio, Beleza e Naturalidade formam a essência de um trabalho desse tipo.

Escrito por: Administrator
Por: Fabian Kussakawa do Miagui Bonsaii
http://www.kazaviva.com/principal/artigos-interessantes/61-a-arte-e-a-filosofia-do-bonsai


WikiLeaks: Dalai Lama afirma que meio ambiente é mais urgente que a crise política



Segundo o documento, o Lama acredita que os tibetanos pode esperar alguns anos, a natureza não / Foto: kris krüg


Um documento publicado no site WikiLeaks e divulgados na última sexta-feira, 17 de dezembro, pelo jornal britânico The Guardian, revela que o Dalai Lama afirmou a diplomatas norte-americanos que a comunidade internacional deveria focar nas mudanças climáticas, em vez de nos problemas políticos do Tibet.

Na declaração feita em 2009, o líder espiritual diz que os problemas ambientais são mais urgentes.
O budista falou ao embaixador americano na Índia, Timothy Roemer, que “agenda política deveria ficar à margem por cinco ou dez anos e a comunidade internacional deveria mudar seu foco para a mudança climática no planalto tibetano”.

“A fusão das geleiras, o desmatamento e o aumento dos casos de água contaminada pelas mineradoras são problemas que não podem esperar. No entanto, os tibetanos podem aguardar cinco ou dez anos por uma solução política”, diz a mensagem diplomática.

Apesar de já ter levantado a bandeira ambiental diversas vezes, Dalai Lama nunca havia sugerido que as questões políticas poderiam ficar em segundo lugar, nem falou de qualquer escala de tempo com tanta precisão.

Ainda de acordo com o The Guardian, durante o encontro com o embaixador americano, o Lama criticou a política energética da China ao lembrar que a construção de uma represa no Tibete deslocou milhares de pessoas e deixou templos e mosteiros embaixo d’água.

Ao final do encontro, o monge ainda fez um apelo a Roemer, afirmando que o Tibet é uma nação que está morrendo, e que precisa da ajuda dos Estados Unidos. [EcoD]